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terça-feira, 5 de novembro de 2013

SERIEDADE É OBRIGAÇÃO

Na partida desta quarta-feira, contra o Goiás, no Maracanã, os jogadores do Flamengo têm a obrigação de ter muita seriedade dentro de campo e respeito ao adversário.

Vale a classificação para a final da Copa do Brasil.

Estamos com uma boa vantagem? É claro que estamos!

Mas não entrem no clima de oba-oba de nós, torcedores.

A galera pode dizer "já ganhou", "é mole", "já estamos na final" e um monte de frases ufanistas, mas vocês, atletas rubro-negros, são pagos para jogar com muita dedicação e não podem entrar na nossa onda.

Vocês só podem comemorar no apito final, com o dever cumprido.

Nenhum torcedor quer ver de novo os filmes "América do México" e "Santo André", dois dos maiores vexames de nossa história, regados pelo clima de "já ganhou".

Assim como o time mexicano, que tinha o "gordinho" Cabañas, o astro do Goiás é o mais obeso Walter, que sabe jogar uma bola redondinha como ele... 

Sorte nossa que o Walter não treinou e está vetado pelo departamento médico goiano.

O Goiás pode não ter a tradição e a grandeza do Flamengo, mas o atual time deles é muito bom. Não por acaso, está na quinta colocação do Brasileiro.

Portanto, lembrem-se: torcida torce e jogador joga!

Cumpram o seu dever!

A torcida, com toda a certeza, vai lotar o Maracanã e fazer a parte dela, como sempre.

domingo, 3 de novembro de 2013

AURA VENCEDORA

O Fluminense pressionou mais, levou mais perigo ao gol adversário, mas o Flamengo ganhou por 1 x 0.

É o tal negócio, os rubro-negros estão com uma aura vencedora, que ajuda até nas piores horas.

Ambas as equipes estavam recheadas de reservas.

Isso parece ter atrapalhado mais o Flamengo, porque não tem um bom elenco e também estava com um a menos dentro de campo.

Isso mesmo, você já sabe! O Carlos Eduardo não conta, né?

O Wallace foi um gigante na defesa e o González até que jogou direitinho.

O time todo errou passes demais, mas o Amaral superou a todos. Não foi muito bem.

Rafinha foi o melhor em campo, junto com Wallace.
Foi só o Carlos Eduardo sair e o Adryan entrar e o Gabriel, que não estava bem, dar lugar ao Bruninho, que os ataques flamenguistas melhoraram.

O time partia pra cima meio estabanado, meio confuso, mas acabou fazendo o gol.

Rafinha, que jogou muito bem pela direita, fez um cruzamento rasteiro para o gol de Hernane, no último minuto.

E quem, como eu, achava a vitória improvável, pulou, e muito, no Maracanã.

O risco de rebaixamento está praticamente descartado.

Agora, quarta-feira, vamos engolir o Goiás, pela Copa do Brasil.

P.S.: Agora o árbitro diz que o gol foi de Gum, contra. Eu discordo. Gol de Hernane!
Só aparece gente para encher o saco...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

LIMINHA MORREU

Uma notícia triste neste fim de dia.

Morreu João Crevelim, o Liminha, meio-campista do Flamengo entre 1968 e 1975.

Liminha tinha 69 anos e faleceu devido à uma infecção generalizada num hospital da Zona Sul do Rio.

Conhecido como o Motorzinho da Gávea, Liminha era um verdadeiro "carregador de piano".

É o oitavo jogador que mais vestiu o Manto Sagrado, com 513 jogos, sendo 250 vitórias, 145 empates e 118 derrotas. Marcou 29 gols.

Os rubro-negros devem muitas alegrias ao Liminha.

Um verdadeiro ídolo!


UM DEGRAU DE CADA VEZ

Domingo tem Fla-Flu!

Jogo importantíssimo, pelo Campeonato Brasileiro, pois precisamos somar pontos, já que ainda não estamos livres do perigo de rebaixamento. 

É preciso ficar focado no Fluminense e esquecer o jogo contra o Goiás, na quarta-feira, pela semifinal da Copa do Brasil.

Senão vai acontecer a mesma coisa de domingo passado, quando fizemos uma partida ridícula diante da Portuguesa e empatamos sem gols.

Isso porque os jogadores estavam claramente se poupando, pensando no jogo seguinte, em Goiânia.

Os jogadores rubro-negros precisam entender que é preciso subir um degrau de cada vez.

Ninguém aqui quer repetir o mico do Palmeiras, que, ano passado, foi campeão da Copa do Brasil, mas teve que amargar o rebaixamento no Brasileirão.

Jayme de Almeida decidiu poupar cinco titulares no domingo: Chicão, Leonardo Moura, Elias, Paulinho e André Santos.

Nada que seja tão problemático, já que o Flu está meio mal das pernas.

Portanto, primeiro vamos despetalar o Florminense.

Depois, com o Maraca lotado, vai ser a vez do Goiás sentir a pressão da galera!

Repito: um degrau de cada vez!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PRIMEIRO PASSO

Bem, o primeiro passo para chegarmos à final da Copa do Brasil foi dado.

A vitória por 2 x 1 sobre o Goiás, no Serra Dourada não chegou a ser empolgante, mas era o resultado que precisávamos.

O gol do Paulinho foi uma pintura. 

Ele tabelou com André Santos e, dentro da área, em vez de tentar chutar de qualquer maneira, como sempre faz, teve calma suficiente para driblar o zagueiro e dar um toque de classe por baixo do goleiro.

Paulinho teve outra bela atuação
Nem parecia o Paulinho estabanado nas finalizações.

Não é nenhum craque, mas se ele tiver a cabeça no lugar e conseguir repetir suas últimas atuações, poderá vir a se transformar num ídolo da história flamenguista.

Atualmente tirou o lugar de Elias como "motorzinho" do time.

O gol do Goiás nasceu de uma bobeira do Elias, que andou meio desligado do jogo.

Ainda bem que Chicão, um excelente cobrador de faltas, fez o gol da vitória.

No segundo tempo, claramente, o Flamengo não queria mais jogar e quase deu chance para o Goiás empatar.

O técnico Jayme de Almeida tem que colocar na cabeça dos jogadores que é preciso seriedade durante os 90 minutos. Não se brinca com a sorte.

Agora, na quarta-feira que vem, no Maracanã, o Flamengo pode se dar ao luxo até de perder por 1 x 0 que estará classificado. 

Que perder que nada!

Tô achando que esse segundo jogo vai ser moleza.

Os goianos não vão aguentar a pressão da torcida rubro-negra.

Prá cima deles!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

CONTANDO HISTÓRIA...

De vez em quando, tenho contado alguns fatos curiosos, engraçados ou importantes da história do Flamengo.

Todos tirados do livro "100 anos de bola, raça e paixão", que escrevi com os companheiros Celso Júnior e Arturo Vaz.

Esta é sobre o nascimento da rivalidade com o Vasco.



Encarando o Vasco. Em 1922, o Flamengo manteve o time do ano anterior. O campeão do Centenário da Independência do Brasil foi o América, com apenas um ponto de vantagem sobre a os rubro-negros. Antes do começo do campeonato, porém, foi disputado mais uma vez o Torneio Início, que já se tornava tradição. Era uma forma de apresentar as equipes que iriam disputar o campeonato e atrair a atenção do público para o futebol.
E foi exatamente nesta competição, no dia 26 de março, que o Fla encarou o Vasco da Gama pela primeira vez. O Rubro-Negro ganhou por 1 x 0, gol de Segreto. Além de vencer o Vasco, o Flamengo derrotou o Fluminense e o América, ambos por 1 x 0, e o Andaraí por 2 x 0, conquistando mais uma vez este torneio.
            Em 1923, o fato mais marcante do Flamengo foi ver nascer a grande rivalidade com o Vasco da Gama. Um dos motivos foi que os clubes de futebol eram todos amadores e era terminantemente proibido pagar a seus atletas, o que caracterizaria o profissionalismo. Portanto, os jovens jogadores dos clubes cariocas tinham seus afazeres, principalmente com os estudos, já que a grande maioria pertencia à famílias de posses. Também passavam horas nos bares e restaurantes da cidade, sempre dormindo tarde. Devido a isso, não podiam treinar intensamente ou ter tempo suficiente para se dedicar somente ao esporte.
             Os comerciantes lusitanos perceberam que muitos daqueles que não eram de famílias tradicionais e que viviam com certa dificuldade, passavam muito tempo jogando futebol e possuíam, por isso, um porte atlético invejável e um excelente preparo físico. Pois bem, começaram a recrutar esses jovens e pagavam uma quantia em dinheiro para que treinassem. “Oficialmente” os jogadores vascaínos eram simples empregados dos armazéns dos portugueses. 
O Flamengo estreou no Campeonato Carioca daquele ano exatamente contra o Vasco da Gama, no dia 19 de abril. Junqueira, cobrando pênalti, abriu o placar para os flamenguistas, que dominaram o primeiro tempo. Porém, como era de se esperar, o time caiu de produção no segundo tempo e o Vasco, aproveitando-se do declínio físico do adversário, virou o jogo para 3 x 1 com gols de Cecy aos 20 e 30 minutos e Negrito aos 37 minutos.
            No dia 8 de julho, os cruzmaltinos, enfrentariam o Flamengo. Por incrível que pareça, todos os torcedores dos outros times vestiram a camisa do rubro-negra, para que o Vasco não viesse a conquistar o campeonato invicto.
            O Estádio das Laranjeiras recebeu nesse dia um público recorde e existiam versões de que a polícia teve muito trabalho para conter o ímpeto da galera e que bastava apenas um torcedor do Vasco se levantar e gritar que era prontamente presenteado com uma pá de remo na cabeça, que a torcida rubro-negra levara para o estádio. Aí a briga era inevitável. Acontece que o jornal O Paiz publicou uma entrevista com o delegado Aloysio Nava, que comandou a segurança no estádio, onde ele dizia que foi tudo uma tranquilidade: “O jogo foi fértil em ensinamentos de disciplina por parte dos litigantes, não houve um só deslise, consequência natural da assistência, que se portou igualmente à altura”.
O Flamengo formou com Iberê, Penaforte e Telefone; Mamede, Seabra e Dino; Sidney Pullen, Candiota, Nonô, Junqueira e Moderato. O time do Vasco foi escalado pelo técnico uruguaio Ramon Platero, com Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Claudionor e Artur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito. O árbitro foi Carlito Rocha, que viria a ser presidente do Botafogo.
Empurrado pela torcida, o Flamengo jogou como se estivesse disputando uma final de campeonato, fazendo o primeiro gol com Candiota aos 30 minutos. Três minutos depois, Nonô aumentou o placar. Já no segundo tempo, Cecy descontou, aos 3 minutos. Mas os rubro-negros estavam impossíveis. Junqueira marcou o terceiro aos 12 minutos e Arlindo diminuiu para 3 x 2 aos 36 minutos. Os últimos minutos foram de grande tensão, mas os raçudos rubro-negros conseguiram impedir o gol de empate do Vasco, que acabaria sendo campeão, com seis pontos à frente do Flamengo, segundo colocado. Mas não foi invicto... Nonô sagrou-se o primeiro jogador flamenguista a ser artilheiro de um Campeonato Carioca, com 17 gols.

Carnaval rubro-negro. Os torcedores do Rio de Janeiro festejaram o grande feito do Fla, contra o que eles chamavam de “falta de ética desportiva” do Vasco. Mesmo impondo um profissionalismo "por debaixo dos panos" e até conquistando o campeonato, o time da colônia portuguesa viu o Flamengo ser mais exaltado que ele.
No livro A Nação, Marcel Pereira conta que a festa foi grande:
“Toda a cidade soube, sem rádio, sem nada, na mesma hora, que o Flamengo tinha vencido. E como era o Flamengo, esperou-se pelo carnaval rubro-negro. Estava tudo preparado. Organizou-se um cortejo de automóveis enorme, mais de cem carros com bandeiras do Flamengo cobrindo os capôs. As capotas arriadas, os jogadores sentados em cima, torcedores de pé nos para-lamas. O itinerário era: Praia do Flamengo, Glória, Largo da Lapa, Avenida Mem de Sá, Rua Evaristo da Veiga, Avenida Rio Branco, Praça da República, Rua Visconde de Itaúna e Praça Onze, passando pela cervejaria Vitória, onde os torcedores vascaínos gostavam de fazer suas comemorações. Durante toda a noite o Flamengo festejou o triunfo. E, de madrugada, penduraram um tamanco de dois metros e meio, roubado de uma tamancaria na Rua do Catete, na porta da sede do Vasco, na Santa Luzia. Como se não bastasse, foram para a Glória e enfeitaram a estátua de Pedro Álvares Cabral com colares, como de baianas, feitos de réstias de cebola”.

            Durante o campeonato, houve um fato que ficou marcado na história do clube. Na partida disputada em 19 de agosto, contra o São Cristóvão, o Flamengo vencia por 2 x 1, quando o goleiro Amado foi violentamente atingido por um chute no abdômen. Sem condições de continuar na partida, Amado deixou o gramado. Como não podiam ser realizadas substituições, Dino, que atuava no meio de campo, foi para o gol e, com atuação destacada, não deixou nenhuma bola entrar. Foi a primeira vez na história do clube que um jogador da linha foi para o gol.

domingo, 27 de outubro de 2013

DEU SONO

Ô joguinho chato este de hoje contra a Portuguesa!

Esse 0 x 0 deu sono na galera.

O Flamengo se arrastou em campo, parecendo meio desinteressado, como se fosse ganhar dos lusos a qualquer momento.

Um fiasco!

O Flamengo não tem o direito de fazer um jogo tão ruim, depois daquela bela apresentação diante do Botafogo.

Já mostramos que podemos jogar bem diversas vezes portanto, não se pode admitir tanto corpo mole.

A desculpa do cansaço até existe, pois os atletas do Flamengo estão com o preparo físico abaixo da média neste Brasileirão. É algo para se rever no ano que vem.

Mas para ganhar do timinho da Portuguesa bastava ter um pouquinho de vontade.

Vamos ver na quarta-feira, diante do Goiás, no serra Dourada. 

Hoje o time "descansou" e tem que partir com tudo pra cima deles.